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Padroeira: Nossa Senhora da Expectação.
Habitantes:   1.547 habitantes (I.N.E.2011) e 1.559 eleitores em 05-06-2011.
Actividades económicas: Agricultura, pecuária, indústria têxtil e construção civil.
Festas e romarias:Corpo de Deus e Festa das Neves – Auto de Floripes.
Património cultural e edificado: Igreja paroquial, Capela de Nossa Senhora das Neves e Cruzeiro do Bispo no lugar de Mámua.
Outros locais de interesse turístico: Vista panorâmica observada desde o Monte da Padela.
Gastronomia: Cozido à portuguesa, rojões e bacalhau.
Artesanato: Peças em madeira.
Colectividades: Coral Poli fónico das Neves e Associação Cultural de Mujães, Agrupamento 475 dos escuteiros de Mujães-CNE.
Associação Desportiva Artur Rego, Associação Columbófila das Neves e Neves Futebol Clube.
 
 
 
Mujães confronta a norte com as freguesias  de Subportela, Portela Susã e Deocriste, a nascente e a sul com Barroselas, e a poente com Vila de Punhe. Sua área territorial abrange cerca de 472 ha.  e  localiza-se entre os vales dos  rios Lima e Neiva.
No aspecto cultural, Mujães tem tradições seculares. Uma das vertentes dessas tradições, apresenta-se com toda a pompa e muita arte no célebre "Auto de Floripes" que recorda a luta entre cristãos e turcos a pretexto da história lendária do imperador Carlos Magno. Corre mundo a fama desta festa que se faz em  Agosto, no Lugar das Neves e que é a segunda mais concorrida romaria do Concelho de Viana.  É de referir dois aspectos, referentes ao cortejo, é que o mesmo sai  do  Adro da igreja Paroquial  de Mujães, para a representação que todos têm como símbolo da memória colectiva, e o mesmo termina na Capela da Sra. das Neves também pertença de Mujães. Esta capela  está localizada no Lugar das Neves, lugar esse que pertence às  freguesias  de Mujães, Vila de Punhe e Barroselas.
Mujães é uma freguesia de terrenos agrícolas férteis, onde,  ainda são carinhosamente trabalhados por cerca de 20% da população activa da freguesia. Mujães possui como todas estas freguesias da região, uma tradição rural acentuada, que, provavelmente já vem de tempos anteriores aos romanos, mas que estes tornaram mais racional e definitiva. A toponímia de Mujães parece indicar este recuado passado.
A população de Mujães, em relação ao  sector laboral, no que  à agricultura diz respeito, produz habitualmente batata, milho, vinho e hortícolas, em parte para auto consumo e em parte para os mercados regionais. Nos últimos tempos alguns jovens agricultores, têm investido nas áreas da floricultura e horticultura. Quanto às outras actividades do sector secundário responsáveis por criação de emprego na freguesia, merecem referência em primeiro lugar as pequenas unidades têxteis, de confecções e vestuário que têm realizado alguns investimentos nos últimos anos. Outro sector com alguma importância é o da carpintaria e trabalhos em madeira com especial relevo para os produtos artesanais que ultimamente têm tido forte incremento.
As acessibilidades são outra preocupação para os responsáveis da freguesia, nomeadamente as que ligam e estão relacionadas com a E.N. 305. Quanto aos transportes, são bons e funcionam regularmente.
No âmbito da educação, está assegurado o ensino pré-escolar, bem como o ensino básico do 1.º ciclo com duas escolas, sendo uma delas servida por refeitório. Existe ainda uma outra escola EB, 2,3 e, para os restantes níveis os estudantes frequentam os estabelecimentos em Barroselas que fica a uma curta distância.
No campo do desporto e cultura, as associações como: Coral Polifónico das Neves,  Associação Cultural de Mujães,  Agrupamento 475 dos escuteiros de Mujães-CNE,  Associação Desportiva Artur Rego, Associação Columbófila das Neves e Neves Futebol Clube, são expoentes nesta freguesia. A população utiliza regularmente um pavilhão polidesportivo, um campo de ténis e dois campos de jogos. Funciona uma biblioteca itinerante e há uma sala polivalente onde com alguma frequência se realizam espectáculos. Uma escola de música local e o Coral Polifónico das Neves são um bom resultado desta acção cultural.
Na área do turismo, o já mencionado património edificado, os locais históricos e as paisagens rurais minhotas de que a freguesia é rica, são motivos suficientes para uma visita demorada. Como capacidade de acolhimento de não residentes, existe o turismo de habitação.
Mujães integra-se num aprazível ambiente natural e ainda em grande parte germinante rural e minhoto.
 
 
 
Mujães é palavra expressiva. Em Latim, aparece mencionada pela forma “Mugianis”, derivada de “Mundilanis”, antropónimo genitivo de posse, correspondente ao germânico “Mundila + anis”, isto é, “vila” de “Mundila”. Daqui a evolução fonética para “Mugianís” e “Mujães”. Isto, como é evidente, significa que Mujães foi vila germânica, (suévica ou visigótica). Ora, como ali existe o lugar do Paço, podemos concluir tratar-se do palácio ” onde habitava o senhor da vila. Também no lugar do Paço deve ter existido uma vila rústica romana. Durante as Inquirições de D. Afonso III (1258), esta freguesia era denominada “Sancte Marie de Mujiais” e tinha um casal chamado “Valino de Palatio” o que significa Valinho do Paço.
O topónimo  mámua, (lugar de Mámua) é considerado uma  corrupção de Mamôa,  o que dá a atender a antiguidade da freguesia. Nesse aspecto à que  considerar  que muitas das pessoas da freguesia, desde sempre, ouviram falar da existência de mamoas no passado longínquo de Mujães. Esse conhecimento não deriva apenas do topónimo do lugar, Mámua, mas da informação deixada por gerações anteriores às suas.
A igreja Paroquial de Mujães, é uma construção com certo interesse arquitectónico, da segunda metade do século XVIII. Na sua parede granítica pode-se ver um lindo símbolo da padroeira de Mujães, N. Sra. da Expectação ou N. Sra. do O.   Este símbolo está elaborado com duas peças, uma  Rosa  e a letra O, peças que, por sua vez, estão  envolvidas por graciosas volutas. 
O Cruzeiro do Bispo localizado neste referido  lugar de Mámua é uma obra de arte renascentista que muito orgulha os naturais de Mujães.
Ainda, a respeito da história desta  freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:
«A primeira referência  conhecida a Mujães encontra-se nas Inquirições de D. Afonso II, de 1220. Nelas aparece enquadrada na Terra de Neiva, sob a designação de "Sancta Maria de Muzaes".
É citada nas Inquirições de 1258 e, nas de D. Dinis, feitas em 1290, com categoria de paróquia e freguesia, respectivamente. Pertencia ao julgado de Neiva.
Na taxação de 1320, a igreja de Mujães tinha de rendimento 80 libras.
No registo da cobrança das "colheitas" dos benefícios eclesiásticos do arcebispado de Braga, feito entre os anos de 1489 e 1493, D. Jorge da Costa anotou que o seu rendimento importava em 15 libras, ou seja o correspondente a 7 onças, em prata, 1140 réis, em dinheiro com "morturas", e 120 réis, em dízimas de searas.
Em 1528, no Livro dos Benefícios e Comendas, inserida ainda na Terra de Aguiar do Neiva, figura com um rendimento de 50 mil réis.
O Padre António Carvalho da Costa descreve a antiga freguesia de Nossa Senhora de Mujães como abadia da apresentação da Casa de Bragança, no termo de Barcelos. A Estatística Paroquial, de 1862, por sua vez, refere como orago desta freguesia Santa Maria Maior.
E termos administrativos, pertenceu, em 1839, à comarca e concelho de Barcelos e, em 1853, à comarca e concelho de Viana do Castelo».
   
Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos Registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.

 

 

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